REALIDADE OCULTA QUE NÃO SE PUBLICA NA MÍDIA


SEGREDOS NA MANIPULAÇÃO DO DINHEIRO

  Segredos do dinheiro.

O dinheiro desempenha um grande papel nas nossas vidas. Também na sociedade, quase tudo é determinado pelo dinheiro. É estranho que apenas umas poucas pessoas conheçam os truques de malabarismo através dos quais se origina e desaparece o dinheiro. A maior parte das pessoas vêm que o dinheiro se vai tornando menos valioso com o tempo, mas não sabe que isto é causado, em primeiro lugar, pelo próprio sistema monetário. Também a eterna busca do crescimento económico e a sempre crescente pressão do trabalho nos países industrializados são provocados pelo sistema monetário.   O dinheiro também pode servir para a opressão, como por exemplo nos países do Terceiro Mundo, ou ser motivo de guerras, como aquela contra o Iraque.   Gostaria de fazer uma pequena excursão pelos seus bastidores?   Bem vindo ao circo dos malabaristas do dinheiro!


Fazer dinheiro

Troca, uma necessidade primária
Cada pessoa precisa de produtos e serviços de outras pessoas. Elas utilizam dinheiro para efectuar trocas umas com as outras. Naturalmente, seria lindo se o dinheiro proporcionasse um meio de troca honesto. Mas isto não é o caso. O dinheiro perde valor ao longo do tempo.

O dinheiro não pertence ao Estado
A maior parte das pessoas acredita que o dinheiro é criado pelo Estado. Contudo, grande parte dos governos tem pouco ou nada a dizer acerca da oferta monetária do seu país. Os banqueiros assumiram o comando deste poder. Eles transformaram este meio de troca num modo lucrativo de cobrar impostos à população com a recolha do juro. Banqueiros recolhem juros permanentemente sobre quase todo o dinheiro do mundo.

 

O dinheiro é criado pelos bancos comerciais
Os bancos comerciais criam continuamente moeda para empréstimos. Eles fazem isso simplesmente teclando números nas contas bancárias de tomadores de empréstimos, os quais então gastam-nas como se fossem papel moeda real. Hoje a grande maioria de todo o dinheiro existe apenas como números em contas bancárias. De acordo com a lei, estes números têm o mesmo valor do papel moeda e das moedas metálicas.


É permitido a cada banco comercial que crie novo dinheiro desta forma. Nos bastidores, escondido dos olhos dos clientes, começa então o lucrativo malabarismo com o dinheiro de outras pessoas. De facto, as quantias que foram tecladas nas contas são comparáveis a cheques "carecas". O próprio banco não tem o dinheiro. Quando o tomador do empréstimo gasta a quantia teclada através do preenchimento de um cheque ou de uma ordem de pagamento, o banco utilizará o dinheiro de outras pessoas para pagá-lo. Desapercebidamente, este dinheiro é tirado das contas de depósito à ordem e à prazo de outros clientes. Você não percebe isso. Os números sobre as suas contas à ordem e a prazo permanecem imutáveis. E no momento em que você quiser dispor outra vez do seu dinheiro, haverá algum empréstimo que será pago outra vez ao banco, de modo que nunca saberá acerca disso. Em muitos países o mínimo de reservas que os bancos devem manter está fixado por lei. (Muitas vezes algo em torno dos 10 por cento). A maior parte das vezes estas reservas são mantidas pelo banco central do país.

Porque os bancos utilizam o dinheiro de outras pessoas para apoiar o novo dinheiro que eles emprestam, a quantidade de novo dinheiro que podem criar é limitada. Na prática, cerca de 90 por cento de todos o dinheiro depositado em contas à ordem e de poupança é utilizado como suporte do novo dinheiro.

Contudo, o dinheiro depositado em contas à ordem e de poupança também é dinheiro que em certo momento foi extraído do chapéu do banqueiro. Assim, novo "dinheiro criado a partir do nada" é suportado pelo já existente "dinheiro criado a partir do nada". Mas enquanto ninguém perceber, o malabarista obtém aplauso. Vamos dar uma olhadela às consequências.

O carrossel de empréstimos
Os empréstimos têm um efeito encoberto. Quando o tomador gasta o dinheiro, o receptor deposita-lo-á no seu banco. Este banco, graças a este depósito, pode emitir novos empréstimos. Estes empréstimos também serão gastos e tornar-se-ão depósitos num banco a seguir. E assim por diante. Naturalmente, a cada novo nível um banco recolhe juros. É um vasto carrossel de criação de dinheiro, o qual inflaciona a quantidade total de dinheiro no país.

Cada vez que empréstimos, emitidos por um banco, chegam como depósitos num banco a seguir, um novo ciclo de empréstimos pode começar. O esquema também se aplica quando o dinheiro de um empréstimo é gasto e retorna como depósito ao mesmo banco.

Se houvesse apenas um banco no país, rapidamente tornar-se-ia óbvio que este banco está a criar novo dinheiro continuamente através da emissão de empréstimos, e a recolher de volta como depósitos o dinheiro criado, emitindo novos empréstimos outra vez, a recolher de volta o dinheiro, e assim por diante.

Assim, o efeito do carrossel é que os bancos em conjunto criam mais empréstimos e recolhem mais juros o tempo todo. Isto inflaciona o stock de dinheiro muitas vezes. Mas será que nós, ou os bancos, ficamos mais ricos com isto?

Os bancos criam mais dinheiro, mas eles não criam magicamente mais bens para comprar. Quando as pessoas têm mais dinheiro, mas ainda há a mesma quantidade de coisas para comprar, os preços simplesmente ascenderão. Cada unidade de dinheiro torna-se menos valiosa. Isto é chamado inflação.

Assim, quando os bancos colocam mais dinheiro em circulação, o valor de cada unidade da moeda desce. E isto também é verdade para os juros que eles recolhem. Quanto eles emitem 10 vezes mais empréstimos e inflacionam o stock de moeda em 10 vezes, o juros que recolhem também valem 10 vezes menos.

A competição garante a inflação
A maior parte dos países tem apenas uma divisa oficial, mas múltiplos bancos comerciais a emitirem a moeda. E embora estes bancos em conjunto não fiquem muito mais ricos com o inflacionamento do stock de moeda, ainda assim ficam. A única razão para isto é a competição entre eles. Embora competição soe como coisa saudável, quando falamos acerca de empresas normais, a competição entre bancos significa emprestar tanto dinheiro quanto possível e assim maximizar a inflação.

Pois cada competição bancária é simplesmente uma batalha para recolher mais juros e aumentar a sua fatia de mercado e de lucros. O banco com o melhor resultado crescerá mais rapidamente do que os outros e, no longo prazo, será capaz de comer os seus competidores.

O fosso entre ricos e pobres
Nem todos podem tomar emprestado o dinheiro que quiserem. Ao emprestar dinheiro, os bancos exigem [garantias] colaterais que possam arrestar se o tomador falhar nos seus pagamentos. Pessoas que possuam suficiente garantia colateral podem obter empréstimos e investir facilmente. As grandes corporações pagam mesmo menos juros. A procura por garantias colaterais funciona como um alargamento contínuo do fosso entre ricos e pobres.

Para as sociedades, isto é um perigo permanente a assomar. Quando banco e não governos decidem acerca de empréstimos, os governos podem apenas tentar mascarar as rupturas sociais, mas não serão capazes de curá-las nem de impedi-las.

Empréstimos para investimento e consumo
Um efeito dos empréstimos que todos os tomadores conhecem demasiado bem é que o principal tem de ser pago de volta com juros. E empresário que toma emprestado para investimentos terá de gerar rendimento extra para pagar este juro. Empréstimos para investimento são não só uma vaca leiteira para os banqueiros como também contribuem para mais actividade económica. Tornar disponíveis empréstimos para investimentos seria um papel útil dos bancos para a sociedade.

Em contra partida, empréstimos para os gastos de consumo normalmente não contribuem para mais consumo. É verdade que, graças ao crédito ao consumidor, a compra de um artigo verifica-se mais cedo. Contudo, esta vantagem é compensada por um período mais longo de poder de comprar diminuído do consumidor. O consumidor deve não só ganhar o dinheiro para a sua compra como também para o juro. Portanto ele comprará menos bens de consumo com os seus salários. Quando o consumidor paga o juro ao banco, apenas uma parte deste dinheiro será destinada a salários de empregados do banco e apenas uma parte destes salários serão gastos em bens de consumo. Assim, o crédito a bens de consumo ao invés disso leva a uma diminuição das compras totais de bens de consumo.

Para onde vai o dinheiro?
Depois de o tomador ter gasto o dinheiro do seu empréstimo torna-se imprevisível quantos possuidores sucessivos utilizarão este dinheiro. Alguém pode adquirir o dinheiro emprestado através da venda de um carro ao seu tomador. O vendedor pode então pagar o dinheiro como salários. O receptor do salário pode então utilizar o dinheiro para pagar o arrendamento da sua casa. De facto, assim que o dinheiro entra no grande pátio de recreio das transacções entre pessoas, ele pode servir para todas as finalidades em que o utilizamos.

Durante o tempo de vida dos empréstimos, o dinheiro é transferido de banco para banco cada vez que os titulares da conta fazem pagamentos a titulares de conta em outros bancos. Para esta finalidade, o banco central mantém uma conta para cada banco e executa estas transferências.

Por vezes é mais prático utilizar papel moeda e moedas metálicas. No banco ou numa caixa automática multibanco alguém pode retirar dinheiro da sua conta. Quando ele é gasto, o receptor leva-lo-á para o seu banco, fará um depósito, e verá a quantia aparecer na sua conta. O dinheiro pode assumir a forma de cash ou números em contas bancárias. Para os pagamentos, não importa a forma que assuma.

Onde acaba o dinheiro?
O dinheiro acaba quando o tomar paga de volta ao banco o principal do empréstimo. Nesse momento o banco transfere dinheiro das contas de depósito dos tomadores para as suas contas de crédito. A conta de crédito mostrará que a dívida do tomador foi reduzida. O dinheiro entrou em existência pela colocação de números na conta do tomador e desvaneceu-se pela redução destes números.

O tomador do empréstimo também paga juros ao banco. Os juros não fazem parte do dinheiro que o banco creditou a este tomador. O tomador deve trabalhar e obtê-lo de outro dinheiro e circulação. (Por definição, este outro dinheiro faz parte do conjunto de todos os empréstimos por liquidar do país naquele momento.)

Assim, o tempo de vida do dinheiro finaliza quando os empréstimos finalizam. E se todos os empréstimos fossem reembolsados, não seria deixado qualquer dinheiro. Mas, por enquanto, há oceanos de dinheiro e sobre todo este dinheiro os bancos recolhem juros.

Não-banqueiros versus banqueiros
Na sociedade o dinheiro circula. O dinheiro chega a si quando produz ou faz coisas que os outros querem. O dinheiro afasta-se quando você compra coisas ou faz pessoas trabalharem para si. Finalmente você pode poupar algum dinheiro para mais tarde. Os banqueiros fazem isto de forma diferente. Eles simplesmente e permanentemente tomam algum dinheiro dos outros e gastam-no. Isto é baseado no princípio de que o dinheiro é deles, uma vez que foram eles que o criaram. Assim, os banqueiros consideram lógico terem direito a recolher a renda (rent). Na verdade, em alguns países este tributo é chamado "rente" (em inglês "interest"). E embora todos utilizem o dinheiro, o banco sempre cobra este tributo do primeiro utilizador, o tomador do empréstimo. Daqui a pouco veremos como os bancos fazem também os outros utilizadores pagarem.

Bancos não podem ser considerado como empresas comerciais comuns. Eles declararam-se proprietários de todo o dinheiro e fazem com a população paguem renda por ele.

Time-out
Quase todo o dinheiro é temporário. Empréstimos a finalizar têm de ser substituídos por novos empréstimos para manter o dinheiro em circulação. Os empréstimos começam em diferentes momentos e têm diferentes tempos de vida. Muitas vezes o tomador paga de volta uma parte do seu empréstimo a cada mês. Isto significa que cada quantia em circulação tem a sua própria data de maturidade ("time-out"), a qual é a data em que se prevê que o tomador o pague de volta.

A quantia total de dinheiro em circulação determina quanto dinheiro nós dispomos para as nossas transacções e, no longo prazo, estabelece o nível geral de preços dos produtos e serviços.

Transacções
Durante o seu tempo de vida o dinheiro é um meio para transacções. Uma transacção verifica-se quando duas partes consideram-na interessante. "A" considera o dinheiro que obtém mais interessante e "B" considera que o carro de segunda mão que está a comprar mais interessante. Verifica-se um intercâmbio. Agora "A" tem o dinheiro e "B" tem o carro e ambos sentem-se satisfeitos.

Transacções podem incluir um pagamento por valor acrescentado. Quando um padeiro faz pão, ele acrescenta o seu trabalho à farinha, leite e fermento. O trabalho que ele faz representa valor acrescentado. Quando vende o pão a transacção não é apenas uma troca de propriedade, mas inclui pagamento pelo valor acrescentado.

Por si própria, a quantia total das transacções num país não dá qualquer indicação acerca do valor acrescentado, nem acerca do valor dos bens e serviços produzidos num país.



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