REALIDADE OCULTA QUE NÃO SE PUBLICA NA MÍDIA


OS FACTOS NO NEGÓCIO DO PETRÓLEO

«A face Oculta do Petróleo»
(A mentira, a manipulação, a corrupção)



Éric Laurent, editora Temas e Debates.
Jornalista da radio France, Éric nasceu em 1947, especialista em política internacional, Interessado particularmente em geopolítica do petróleo. Publicou alguns livros interessantes, entre eles a Guerra  dos Bush ( 2003), o Mundo secreto de Bush (2004), a face oculta do 11 de setembro (2004).

Comprei o livro em 2007, e achei muito bom.. Ele revelava coisas interessantes, e por coinciência algo que o livro mencionava ocorreu agora em 2008, a grande crise petrolífera e os preços a subirem em flecha graças aos especuladores.

O livro começa com uma interessante frase:
«A diferença entre o pessimista e o optimista consiste no facto de o pessimista estar, em geral, mais bem informado»
(Claire Booth Luce).

Alguns tópicos do livro:
-O lobby do petróleo e o Pentágono.
-Cia e o 11 de setembro.
-Casa Branca falsifica relatórios.
-Especuladores do petróleo.
-Carregamentos vendidos mais de cincuenta vezes.
-Nove mil milhões de dólares de lucros fraudulentos.
-Reservas à beira do esgotamento.
-Impostura e desinformação.

Os americanos são muito dependentes do petróleo, representam apenas 6% da população mundial, mas consomem cerca de 33% da energia produzida no mundo inteiro. A guerra no Iraque obviamente, deve-se graças às reservas de petróleo no País, e mais países certamente serão invadidos.

Na página 45, ele explica como são inflaccionados os preços :
As empresas ficam contingentes e estabelecem preços de venda alinhados pelas cotações mais altas em vigor, as do Texas e do Golfo do México, donde provém a quase totalidade do petróleo americano. A esse preço adicionam o custo standard do frete, correspondente ao transporte desde o Golfo do México até ao porto de destino.
As companhias britânicas aderem a essa disposição, que permite obter lucros enormes com o petróleo em bruto produzido a baixo preço no Iraque ou no Irão.
Se a BP fornece  à Itália petróleo barato proveniente do Irão, pois o seu preço é fixado como se o petróleo fosse o do Golfo do México, e o preço do frete é calculado em função desse trajecto fictício. As companhias podem aumentar essas margens já consideráveis “compensando” as suas entregas, o que permite reduzir ainda mais os custos de transporte.

Aliança com os Nazis:
Na pág. 46, explica que o fundador da “Shell”, o holandês Deterding, em 1936, tornou-se um notório nazi.
Foi forçado a demitir-se e retirou-se para a Alemanha, para a sua propriedade em Meclemburgo.

A IG Farben, um consórcio químico alemão  que em 1916 prpoduzia gases asfixiantes para usar em prisioneiros nas trincheiras inimigas, era aliado à Exxon. Ainda hoje existe a IG Farben, na qual entrasam grandes capitais de $ americanos e ingleses. Vários milhões de libras esterlinas de acções da IG Farben estão na posse de bancos no outro lado do Atlântico, entre eles o Chase Bank de Rockefeller, o Morgan e o Warburg.
A IG Farben tornou-se desde 1932 a maior potência química do mundo, controla 400 sociedades alemãs e 500 empresas comerciais, possui as próprias linhas de caminho-de-ferro e minas de carvão, e fábricas em várias dezenas de Países. As 500 maiores firmas, que fazem a propsperidade da Europa e Estados Unidos, estão ligadas por mais de 2000 acordos ao grupo alemão, cujos investigadores e técnicos são os mais numerosos e os mais qualificados.

A Exxon forneceu aos nazis as patentes do chumbo tetraelito, indispensável no fabrico de gasolina para aviões. A Exxon desejosa de lançar-se no fabrico de borracha sintética, desenvolve actividades na Alemanha, ao mesmo tempo dedicou-se a entravar as pesquisas americanas nesse domínio, sabotando o esforço de guerra americano e aliado.

Há petrolíferas nos EUA que quase nem pagam impostos.
Quanto mais lucro tiverem menos impostos pagam.

Como diz o autor, na pág. 72.
Por exemplo a companhia petrolífera Amerada Hess tem vínculos com a família Bush e com a família real saudita, laços muito antigos.
Por exemplo em 1944, a companhia teve um lucro bruto de 17 milhões de dólares e pagou apenas 200 mil dólares de imposto, que para uma empresa petrolífera são trocos.
Uma outra companhia, cujo autor não menciona o nome, talvez para evitar reacções judiciais da mesma, em 1960 teve lucros de 65 milhões de dólares em cinco anos e nem pagou impostos, e pasme-se: ainda recebeu do governo um reembolso de 145 000 dólares.
(fonte: Arquivos do Senado, Biblioteca do Congresso, Washington, 1960).

Actualmente (de 2008 para cá) vivemos uma crise internacional petrolífera, os preços do petróleo disparam, e todos sentimos no bolso a crise, pagando combustíveis mais caros e, consecuentemente, alimentos mais caros.

Vejam se não é precisamente o que aconteceu em 1974, segundo relata o livro na pág . 100 .

Especulação dos preços:
Em 1971 a comissão criada por Richard Nixon, nos EUA, com os principais consultores Robert Anderson (presidente do grupo petrolífero Atlantic Richfeld), Peter Flanigan, representante de várias firmas petrolíferas, que mais tarde passou a conselheiro da Casa Branca, decidiram todos que era fundamental inflaccionar os preços  do petróleo importado com objectivo de «estabilizar os preços internos a um nível elevado e encorajar os investimentos necessários ao desenvolvimento das fontes de energia nacionais ».

Em 1973 começaram a manipular a opinião pública, em vários estados norte-americanos viam-se sinais de penúria, condicionamento, a gasolina é racionada, fecham escolas e fábricas por falta de combustível, etc.. E os preços dos combustíveis sempre a subir, tal como acontece agora em 2008.

Essa falsa crise, teve semelhanças com o caso watergate.

As petrolíferas culpabilizaram o Governo, o congresso e até os ecologistas, acusando-os de terem mantido o preço do petróleo e do gás a um nível anormalmente baixo, de terem desencorajado a exploração petrolífera e a construção de novas refinarias, e de terem bloqueado projectos como a construção do oleoduto no Alasca.
Qual seria então a solução para essa “crise”? Inflaccionar os preços do petróleo de modo a tornar rentável a exploração em grande escala dos recursos energéticos americanos.
A verdade foi esta: O petróleo nunca acabou, e em 1974 o lucro das petrolíferas aumentou 71 %, enquanto o volume da sua produção apenas foi 10% a mais. Nesse período, as maiores petrolíferas americanas lucraram 50 mil milhões de dólares!

Repare ainda que os “experts” economistas dizem que esta crise que vivemos agora a nível internacional, nas Bolsas, deve-se ao problema que as imobiliárias americanas enfrentam, que tem consecuências na economia global.
Será mesmo verdade? Ou o verdadeiro problema é a guerra no Iraque e a guerra no Afeganistão que custam milhôes por mês, que arrasam a economia dos EUA? Estamos a pagar combustíveis mais caros para pagarmos do nosso bolso essa guerra.
Para que daqui a uns anos os EUA lucrem com todo o petróleo existente no Iraque!
Esta é a verdade.

E na minha opinião, os Países europeus que apoiaram a intervenção militar americana no Iraque (inclusivé Portugal) são BURROS, porque quando os EUA controlarem o petróleo iraquiano eles poderão fazer pressão sobre a china e sobre a europa, ficaremos dependentes deles! Se eles se aborrecerem connosco e se lhes apetecer considerar-nos “inimigos” podem cortar-nos o petróleo,
ou se lhes apetecer explorar-nos, teremos que comprar o petróleo ao preço que lhes apetecer!

E mais voz digo, recentemente foi anunciado que os EUA, os Russos e o Reino Unido querem explorar o Alasca, que tem grandes reservas de petróleo e gás natural no sub solo. Obviamente para explorar essa zona e realizar prospecções, perfurações, etc, isso custará biliões de dólares! Então os preços do petróleo têm vindo a subir porquê? Para nós estarmos a pagar agora dos nossos bolsos, todos os biliões de dólares que as grandes petrolíferas irão utilizar para a exploração no Alasca!!

Continuando com o livro:
Em 1974 um jornalista do Washington Post, Jack Anderson, baseado em informações coonfidenciais de um informador na Mobil , e baseado em documentos confidenciais que teve acesso da Aramco (consórcio formado pelas companhias Exxon, Texaco, Mobil e Chevron) ele diz que muitas petrolíferas guardavam milhões de litros de combustível em stock, em reservatórios clandestinos, e vendiam-no ao preço inflaccionado. Mas que lhes ficava barato pois estava em stock.

Isto lembra-me o que acontece agora em 2008, as petrolíferas sobem o preço do petróleo nos postos de abastecimento, mas o combustível que nos vendem estava em stock, combustível que eles haviam comprado mais barato antes.
Por exemplo, se o barril de petróleo estiver a 140 dólares, e subir para 145 dólares, os postos de abastecimento sobem o preço de cada litro, mas eles estão a vender combustível que tinham em stock e que haviam adquirido muito antes (talvez quando o petróleo estava a 130 dólares o Barril). Pois os preços têm variado de dia para dia.

Na pág. 164, o autor revela que, a NSA (national security agency) com os satélites espiões tem interceptado conversas dos membros da família real saudita. E que  há divergências entre eles, corrupção
, e muitos deles transferem centenas de milhões de dólares para grupos fundamentalistas (terroristas) com receio que estes se tornem seus inimigos e os queiram derrubar.
500 milhões de dólares , por exemplo, apoiavam Bin Laden e muitos outros grupos no Golfo, Médio Oriente e no Sudeste Asiático.

Na pág 241 o livro revela que as petrolíferas se estão a marimbar para o aquecimento global, aliás se o gelo derreter no pólo norte, melhor, pois assim mais facilmente poderão explorar novas reservas de petróleo lá.
A 8 de Junho de 2005, o «The New york Times» revela que o chefe do Conselho da Casa Branca para a qualidade do Ambiente, Philipp Cooney, modificava todos os relatórios dos cientistas pagos pelo governo no que respeitava a alterações climáticas.
Antes de chegar à Casa Branca, Philipp trabalhava para o American Petroleum Intitute. Também Bush minoriza os efeitos do aquecimento Global, eles cedem ao poder do lobby do petróleo. Os EUA são responsáveis por 30% das emissões de gases  com efeito de estufa, no planeta.

COMO AS PETROLÍFERAS ESPECULAM e inflacionam OS PREÇOS para nos enganar e ROUBAR:
O Livro explica na página 259:
Cada contrato concluído nos mercados a prazo da IPE (International Petroleum Exchange) sediado em Londres, ou no âmbito da NYMEX (New York Mercantile Exchange), representa 1000  barris de petróleo. Em 2003, o total de transacções representava 100 mil milhões de barris. Esse número desproporcionado deve-se apenas à expeculação.
Para cada barril real de petróleo eles negociavam 570 barris de “papel”. (apenas no papel, nos contratos).
Controlando assim e manipulando os preços.
Os preços apresentados ao público são sempre os preços especulativos e não os do petróleo vendido diariamente, através de contratos a longo prazo.
Em Londres, no mercado IPE, os especuladores podem operar com um capital somente 3,8% do montante das suas compras.
Por exemplo mil barris a 40 dólares (preço antigo, na altura do livro) representam um valor de 40.000 dólares, dos quais os compradores (que fazem contratos) não pagam mais do que 1250 dólares, ou seja 3,8% do total.
As transacções efectuadas nesse mercado correspondem a mais de cinco vezes a produção mundial de todas as variedades de petróleo. Controlar os preços mundiais do petróleo implica, pois, um empate de capital irrisório.

Mais surrealista ainda, o Brent, o petróleo do mar do norte, não representa mais que 0,4% da produção mundial, não obstante, o seu preço spot determina só por si, o preço de 60% da produção mundial. A IPE é dirigida, por um antigo responsável da Shell, Sir Robert Reid, rodeado de representantes dos maiores bancos mundiais.

Quando os sauditas decidiram produzir diariamente 2 milhões de barris suplementares para travar a subida dos preços, os especuladores compraram logo na NYMEX 77.000 contratos a longo prazo. Representando cada contrato 1000 barris, eles detinham o equivalente a 770 milhões de barris, empurrando os preços para cima e neutralizando a iniciativa saudita.

As companhias petrolíferas são muitas vezes as primeiras a utilizar essas alavancas especulativas. Para aumentar os lucros, reduzem também a sua capacidade de refinação, pois esse estrangulamento provoca  a subida rápida dos preços correntes.

Um petroleiro que, depois de sair do estreito de Ormuz, leva noventa dias para chegar ao seu porto de destino, transporta um carregamento de crude que pode ser vendido mais de cinquenta vezes ao longo do seu percurso.

Sempre que subirem os preços do petróleo, irão subir os preços dos alimentos:
Um estudo realizado na Grã Bretanha revela por exemplo que o transporte de uma alface dos EUA para a grã Bretanha gasta 127 calorias de energia (o carburante do avião), para fazer chegar 1 caloria de alface; 97 calorias de energia são necessárias para importar caloria de espargos (por via aérea) do Chile. Os transportes de alimentos gastam combustível, e sempre que aumentar o preço do cumbustível aumenta o preço dos alientos.

Se o petróleo acabasse na face da Terra, acabavam milhares de produtos:
A construção de um automóvel vulgar, consome o equivalente a 27 barris de petróleo, e a quantidade de matérias fossilizadas utilizadas nessa fabricação equivale ao dobro do peso final do veículo.

Chips de computador:
A produção de um só grama de chip electrónico consome 630 gramas de combustível fóssil, a fabricação de um só chip 32mb DRAM requer 1,5 quilo de energia fóssil e 31kg de água (estudo revelado pela sociedade de química americana).
A construção de um computador pessoal consome duas vezes o seu peso em energia fóssil.
Se terminasse o petróleo, de nada serviria utilizarmos energias alternativas, pois mesmo essas fábricas de energia eólica, ou solar, ou nuclear etc, seriam geridas por salas de controle e computadores, mas sem petróleo não se poderiam produzir computadores, nem automóveis, nem milhares de produtos, como por exemplo: Sistemas de refrigeração que permitem armazenar alimentos básicos, certas vitaminas, minerais e corantes que lhes são adicionados.
A fabricação de caixas, plástico, celofane para microondas, destinados á protecção e à embalagem.
Certos equipamentos para hospitais, como bolsas para sangue, drenos, válvulas cardíacas, seringas, tubos, luvas, próteses, etileno-óxido para a esterilização de equipamentos, anestésicos, aspirina, ligaduras, cortisona, anti-histamínicos, muito é feito com derivados do petróleo.

Energias alternativas?
Ja sabemos que biocombustíveis têm um lado negro, desflorestação, milhares de árvores abatidas e novos terrenos para se cultivarem biocombustíveis, depois escasseiam alimentos para a população, os alimentos sobem de preço.
Então, e o hidrogénio? Carros moviso a água, baterias que separam o oxigénio do hidrogénio e o fabrico do próprio hidrogénio  consome mais energia do que aquela que ele irá produzir.
O hidrogénio é mais um “vector” de energia do que um verdadeiro carburante. Produzir hidrogénio exigiria o consumo de petróleo.
Se acabasse o petróleo, como seria?

Energia solar:
Centrais fotovoltaicas não substituiriam as centrais de energia  a carvão.
Por exemplo se juntarmos todas as centrais fotovoltaicas  do mundo, obteríamos uma potência de  2000 megawatts, o que não se compara com a produção sequer de duas centrais a carvão.
Alimentar  a economia mundial com energia solar exigiria  cobrir com painéis 220 000 km quadrados.

Energia eólica?
Para substituir a energia produzida por uma só plataforma off-shore de extracção de petróleo, seriam precisos o equivalente a 10. 000 turbinas eólicas.

James wolsey, antigo director da CIA, declarou numa conferência sobre as energias renováveis:«Temo que estejamos em guerra não durante anos, mas durante decénios. A longo prazo, venceremos, mas a chave dessa guerra será o petróleo»

Em Junho de 2005, o «The Financial Times» publicou um artigo, em que o antigo secretário de Estado Henry Kissinger, muito ligado aos negócios do petróleo, declarava:«A procura e a competição pelo acesso à energia podem passar a ser fonte de vida ou de morte para muitas sociedades» e acrescentava:«Quando as armas nucleares estiverem disseminadas entre trinta ou quarenta países e cada um agir segundo os seus próprios cálculos, com menos experiência e a partir de sistemas de valores diferentes,  teremos um mundo permanentemente ameaçado por catástrofes iminentes»
(Caroline Daniel “ Kissinger Warns of Energy Conflict “—The Financial Times , 1 de Junho de 2005.



Visite sempre este website. Sempre haverá novidades e notícias que não se divulga